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“Entrei para a estatística”, diz motorista

Vitima de roubo de celular em trânsito congestionado desabafa sua indignação frente a impunidade.

Crime ocorrreu dia 1 de agosto, sexta feira, por volta de 18h30 em congestionamento no viaduto com acesso à Avenida Alcântara Machado e a Avenida do Estado.

Local aproximado onde o assaltante ataca o carro e rouba o celular. (fonte: You Tube)

Motorista de aplicativo Uber©, João Fernando, seguia com passageiro da Vila Mariana com destino ao Terminal Rodoviário Tietê. Ao passar pelo viaduto citado, o trânsito parou e após algum tempo, o vidro do carro foi estourado e um assaltante enfiou o braço roubando o celular. “Não houve tempo nem de perceber detalhes da mão do bandido“, disse o motorista.

Felizmente nem ele nem o passageiro sofreram qualquer ferimento, mesmo com muito estilhaço de vidro que voou dentro do veículo na hora do roubo.

Estilhados de vidro (Arquivo pessoal)

A viagem prosseguiu e o passageiro foi entregue a seu destino que foi encerrado no terminal. Mas isso era apenas o início de um pesadelo. Lembrando que o celular estava desbloqueado devido ao app da Uber e GPS ativo.

Custo parcial deste delito

João foi até o shopping Center Norte (mais próximo da rodoviária) para bloquear o celular junto a sua operadora e também adquirir um novo aparelho com chip da mesma linha (valores abaixo). Isso demorou pelo menos 3 horas até sair de lá parcialmente habilitado.

Com muita rapidez, os bandidos tentaram efetuar 2 compras no aplicativo Mercado Livre que, felizmente possui excelente controle contra fraudes, bloqueando compras de whisky escocês de R$1.800 e celular iPhone usado (imagem abaixo) via linha de crédito. Felizmente não tentaram sacar valores das contas dos bancos do celular.

Pint de um lançamento bloqueado pelo Mercado Pago

Contabilizando todos os prejuízos dessa ação criminosa

Custo de tempo: o motorista teve que instalar e configurar todos os aplicativos com a dificuldade porque os bandidos trocaram a senha do e-mail principal. “Tive que avisar amigos e clientes caso alguém enviasse mensagem pedindo dinheiro. Perdi todas as conversas.”, disse João.

Custo financeiro: valores parciais estimados.

DescriçãoValor
Compra de celular + chipR$1.453 + R$10 = R$1.463
Vidro especial com decalque do chassi com instalaçãoR$ 370
Troca de todo insulfilmR$ 400
TotalR$ 2.233

Além disso, o motorista vai ficar sem trabalhar por 3 dias até a reposição do vidro e instalação do insulfilm.

Como agem os bandidos?

Reportagem da TV aberta (Reprodução)

Qualquer pessoa que pesquise sobre esse assunto na web vai encontrar até vídeos “ensinando” como estourar o vidro de carros para roubar. Por incrível que pareça tem uma reportagem de importante canal da TV aberta que aborda até essa técnica (que não descreveremos aqui).

É um absurdo a impunidade, a falta de leis mais severas e até a lembrança de que “roubar celular não é crime” dita por famoso candidato à presidência no passado“, desabafa João.

Vídeo em inglês ensinando como fazer para estourar vidro de carro (Reprodução)

O que diz o contrato da seguradora e ou proteção veicular

João paga uma proteção veicular que aceita a atividade de aplicativos de mobilidade. Felizmente sua proteção realizou um ótimo atendimento explicando a regra. Consultando o site Chat GPT, é informado que o contratante deve ler muito bem o contrato para ver se a empresa cobrirá esse dano.

Seguradora: Seguro com cobertura compreensiva (total): Também pode haver franquia específica para vidros (geralmente mais barata). Sim, cobre esse tipo de dano.
Danos ao vidro causados por assalto, roubo, furto ou tentativa geralmente são indenizados.

Proteção veicular: Depende do contrato. Algumas associações cobrem vidro quebrado em caso de roubo/assalto, mas isso nem sempre está garantido.
É comum ter regras específicas ou limites de reembolso, e o processo de indenização costuma ser mais burocrático do que nas seguradoras.

Cláusula da proteção veicular do motorista que diz não cobrir tal prejuízo

O que fazer:

  1. Leia o contrato ou apólice: procure pelos termos “cobertura para vidros”, “eventos de roubo/assalto”, “franquia de vidros” etc.
  2. Entre em contato com a central de atendimento da sua seguradora ou associação para confirmar o tipo de cobertura.
  3. Registre um boletim de ocorrência – é essencial para comprovar que houve assalto.

E você, já passou por uma situação parecida? Qual é sua opinião sobre isso? Deixe seu comentário abaixo.


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