A discriminação nos aplicativos de transporte
Em pleno 2025, ainda é comum encontrar relatos de preconceito racial dentro dos aplicativos de transporte. Motoristas e passageiros negros frequentemente têm corridas canceladas, recebem avaliações injustas ou são tratados com desconfiança – tudo por causa da cor da pele.
Embora empresas como Uber e 99 declarem políticas de “tolerância zero” ao racismo, a realidade mostra que ainda há muito a ser feito. É necessário mais do que campanhas: precisamos de sistemas justos, punições efetivas e escuta ativa das vítimas.
A tecnologia deveria aproximar as pessoas, mas sem justiça e empatia, ela também pode reproduzir desigualdades. Falar sobre isso é o primeiro passo para mudar.
Racismo não tem destino final
Corridas canceladas, notas baixas sem motivo, desconfiança no atendimento… O racismo aparece até nos pequenos gestos – e afeta a mobilidade de milhares de pessoas todos os dias. Racismo não é opinião. É crime.
Apps precisam garantir respeito, punições claras e escuta ativa. A luta antirracista também passa por onde e como a gente se move.
Preconceito racial nos aplicativos: quando o algoritmo reforça o racismo
Estudos mostram que motoristas negros recebem até 50% mais cancelamentos do que motoristas brancos em algumas regiões urbanas do Brasil. Além disso, nomes e fotos são usados como filtros racistas por passageiros antes mesmo da corrida começar.
Passageiros negros também relatam abordagens hostis, pedidos de pagamento adiantado e desconfiança por parte de motoristas. O racismo está presente não só no contato humano, mas até mesmo nos algoritmos que, se não forem monitorados, podem reforçar essas desigualdades.
A tecnologia sozinha não resolve desigualdades históricas. É preciso que as plataformas assumam seu papel e criem soluções antirracistas reais – ouvindo quem sofre o problema todos os dias.
Motorista nos EUA expulsa passageira por racismo

Vídeo viralizou mundialmente: motorista branco antirracista expulsou passageira do carro após ela fazer comentário deplorável antes da corrida. As imagens revelaram o racismo não só contra negros, mas contra imigrantes que falam outras línguas nos EUA
Na Pensilvânea – USA, James W. Bodejá havia usado as redes sociais para afirmar que pessoas deveriam se sentir “horríveis e envergonhadas pela forma como tratam os outros” na internet.
No vídeo que viralizou, a mulher, identificada como Jackie Harford, ficou surpresa com a aparência do motorista antes de entrar no carro com o companheiro e, ao vê-lo no volante, diz: “Uau, você é tipo um cara branco. Você é um cara branco!”.
E ela responde: “Você é tipo um cara normal. Você fala inglês”. Assim que percebe que o motorista se ofendeu, Jackie começa a se desculpar e a dar leves tapas em seu ombro, com o propósito de contornar a situação. Contudo, o motorista repudia o comportamento da cliente e pede para se retirar do veículo. “Não, você pode sair do carro”.
Ele ainda acrescenta: “Isso é completamente inadequado. Se alguém que não fosse branco estivesse sentado neste banco, qual seria a diferença?”.







